terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Faltam quadros"

A sucessão de Lula por ele mesmo
Da colunista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo):
A coluna pergunta a Lula se ele sabe que o Ibope divulgaria em dois dias pesquisa em que Ciro Gomes (PSB-CE) aparece à frente de Dilma Rousseff (PT-RS). "Eu não sei", diz o presidente. "Eu nem sei se o Ciro e a Dilma são candidatos."
O presidente afirma que "eleição é que nem Campeonato Brasileiro. Não adianta, sabe, ficar dizendo: "Ah! O Corinthians vai ser campeão! O Palmeiras vai ser campeão!". Ninguém sabe [antes de o campeonato terminar]. Tem que ver qual time vai entrar em campo, quem são os jogadores, qual é o banco de reservas. Não adianta ser um grande candidato e ter só 30 segundos de TV, sabe? Vai lá pra baixo [nas pesquisas], não ganha a eleição. A não ser que aconteça como em 1989, quando a TV Globo apoiou o [Fernando] Collor. Aí, ganha".
"Mas, se ganha, não governa", continuou Lula. "Outro dia, eu viajei com o Collor pra Alagoas. E eu perguntei pra ele: "Mas, Collor, como você foi nomear um cara como o João "Bafo de Onça" para o seu ministério [referindo-se a João Santana, nomeado por Collor secretário de Administração], um cara, sabe, que não ganhava nem eleição para diretório do PT?" E o Collor me disse: "Eu não tinha quadros". É isso. Sem quadros, você não governa."
Qual a ligação disso com Cabreúva?
Muito simples: num futuro bastante próximo, com as eleições de 2.012, devemos estar perguntando quem comporá o quadro de secretários e diretores da administração municipal. Hoje, os cidadãos só tem a lamentar a total falta de competência daqueles que deveriam ajudar o prefeito a administrar nossa cidade. E os funcionários públicos, jogados à própria sorte, sem qualquer perspectiva de um plano de carreira adequado.
Será que teremos quadro, em 2.012?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Será que está na hora de sair de cena?

Texto do blog Infinito Particular, copiado com autorização. Este texto, de autoria do antropólogo Luis Almeida Marins Filho, reflete muito bem minha necessidade, diante do quadro político que encontramos hoje, em nossa Cabreúva.
Divaguem... reflitam... meditem... ou, apenas, passem os olhos por ele.

" Uma das coisas que aprendi com pessoas de extrema sabedoria é saber sair de cena, deixar o palco, sair da roda, mudar de assunto.
Saber o momento exato com que os holofotes fiquem sobre os outros e não sobre você.
No mundo competitivo em que vivemos a sua presença "marcante" pode marcar demais.
A sua idéia "brilhante" pode brilhar demais.
A forma "inovadora" de pensar pode inovar demais.
E nem sempre as pessoas estão dispostas a deixar você brilhar impunimente`.
É hora de sair de cena.
Nem que seja por um tempo.
É preciso fazer os outros pensarem que você desistiu.
É preciso dar a chance das pessoas acharem que você não quer mais estar no palco.
Mas saber sair de cena é uma arte tão importante quanto saber entrar em cena.
Todo ator sabe disso.
Assim, é preciso sair de cena com classe.
É preciso sair de cena com a discrição de um lorde inglês.
Quando as pessoas sentem-se ameaçadas por você e começam a ter respostas agressivas desproporcionais, talvez seja a hora de sair de cena.
Quando você, sem ter desejado ou planejado, começa a aparecer muito na sua área de atuação, ou no seu setor de trabalho, talvez seja a hora de sair de cena por um tempo.
Saber sair de cena é também saber mudar de assunto.
Quando as pessoas vem lhe perguntar, comentar sobre o seu sucesso, sobre seus bens materiais, seu possível enriquecimento, etc, fazendo você falar sobre você - é hora de sair de cena.
Os sábios sabem que você nada ganhará falando de você mesmo para os outros.
Nem bem, nem mal.
Mude de assunto.
Saia de cena.
Não caia nessa armadilha.
Quando o embate se dá com poderosos e você conhece o poder destrutivo desses poderosos, pense bem, antes de entrar nesse combate.
Talvez você ganhe mais saindo de cena.
Deixe a briga de cachorros grandes para grandes cães.
Saiba sair de cena.
Você terá outras oportunidades.
Você ganhará outras batalhas com menos stresse, com menos esforços.
É preciso fazer um grande esforço de sabedoria para saber sair de cena.
É preciso ter uma grande capacidade artística para saber como sair de cena.
Será que temos toda a sabedoria e a arte de saber sair de cena, deixar o palco, mudar de assunto, na hora certa? No momento exato?
Pense nisso!
Sem stresse.
A hora de falar vem sempre depois da hora de ouvir."

sábado, 5 de setembro de 2009

A internet sob censura

Esta postagem foi sugestão do ex-Secretário de Coordenação das Sub-Prefeituras da Cidade de São Paulo, Andrea Mattarazzo, e extraída do jornal O Estado de São Paulo, edição de 04/09/2009, que discorre sobre a fútil pretensão de cercear na rede a propaganda político eleitoral.

"A liberdade intimida os políticos - a liberdade dos outros, bem entendido. Só assim se explica a tentativa dos congressistas brasileiros de cercear a livre expressão ali onde ela é inigualável - a internet. Primeiro na Câmara, agora no Senado, os parlamentares insistiram no absurdo de equiparar, nas regras para as eleições de 2010, sites, blogs e demais formas de comunicação online a emissoras de rádio e TV. A estas, concessões públicas, se aplicam diversas restrições no modo como cobrem uma campanha eleitoral ou promovem debates entre candidatos. Em nome da igualdade de oportunidades eleitorais, as limitações às vezes resvalam para o exagero. Mas não se pode negar que a interferência do poder público é legítima. Já a internet é uma rede cujos fios surgem, multiplicam-se e se entrelaçam sem depender de autorização, licença ou concessão oficial - é a iniciativa particular em estado puro.
Ou, nas palavras do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no acórdão da decisão do STF que considerou inconstitucional a Lei de Imprensa: 'Silenciando a Constituição quanto ao regime jurídico da internet, não há como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias, debate, notícia e tudo o mais que que se contenha no conceito essencial da plenitude de informação jornalística no nosso país.' Essa clamorosa realidade foi ignorada pelos relatores do projeto que regula a campanha de 2010, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), nas comissões de Constituição e Justiça e Ciência e Tecnologia, que se reuniram na quarta-feira (02/09/2009) em sessão conjunta e cujos integrantes aprovaram os respectivos pareceres.
Depois a ficha caiu. A votação em plenário, que devia ocorrer em seguida, foi adiada para a próxima semana, por iniciativa do líder tucano Arthur Virgílio, a fim de dar tempo para a apresentação de uma emenda destinada a libertar a internet das restrições válidas para o rádio e a TV...
...A questão de fundo, logo se vê, é a futilidade de submeter a rede a controles atentatórios à liberdade de expressão, como esses de que os políticos querem cercá-la, quanto mais não seja porque a punição aos transgressores é praticamente impossível. Mesmo a retirada do ar de um site, por decisão judicial, não faz desaparecer do sistema os conteúdos considerados ofensivos - que a essa altura já terão se propagado com a rapidez de um vírus. Se assim não fosse, seria simples eliminar da rede o que ela tem de nefasto - a pedofilia, o racismo, a instigação à violência.

Os políticos podem ter um conhecimento rudimentar da realidade virtual, mas são doutores em matéria de proteger os seus interesses. As comissões do Senado pelas quais tramitou a reforma eleitoral mantiveram o dispositivo aprovado na Câmara que autoriza os partidos a receber doações a serem repassadas aos candidatos indicados pelos doadores que permanecerão no anonimato. Isso permite aos partidos e candidatos driblar a exigência de prestar contas de suas campanhas
. Para o presidente do Colégio de Tribunais Regionais Eleitorais, desembargador Alberto Motta Moraes, os partidos encontraram uma forma de 'oficializar as irregularidades'. O senador Eduardo Suplicy bem que tentou emplacar uma emenda banindo as chamadas doações ocultas, mas fracassou. Afinal, como diz a também petista Ideli Salvatti, o arranjo 'evita um constrangimento para as empresas'.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Com quem anda nossa oposição?

Diante da fragilidade calculada da oposição ao Governo Cláudio Giannini, tendo em vista as votações na Câmara Municipal, fica aqui uma pergunta: com quem anda nossa oposição?
Impossível não pensar num grande acordo político tendo como personagens nossos vereadores e, o que é pior: nossos prováveis futuros vereadores - sabendo-se que estão prestes a assumir, ainda neste mandato, já demonstram um grande apetite a acordos, de todos os tipos.
As votações tem dois personagens centrais: a política e a legalidade. Somente o vereador Oliveira tem optado pela legalidade, deixando de lado seus prováveis votos, em 2.012, mas pensando unicamente num caminho viável para a Cabreúva do futuro.
Isso pode, num primeiro momento, parecer um suicídio eleitoral, sabendo-se que o vereador Oliveira não apoiará, até o presente momento, nenhum candidado à deputado estadual ou federal. nas próximas eleições. Diante disso, seus colegas de oposição não querem, pelo menos agora, ter uma ligação direta com esse vereador. Mas esse quadro mudará em breve, quando o caminho escolhido, o da legalidade, começar a lhe render dividendos políticos, num caminho sem volta.
Foi assim na última sessão da Câmara, quando polemizou quanto a não entrega aos vereadores, do parecer jurídico da Câmara Municipal, ao projeto de lei da prefeitura.
Segundo sua análise, de seu corpo jurídico próprio e o parecer de alguns juristas que foram consultados, o projeto da prefeitura apresentava muitas irregularidades, inclusive constitucionais.
Foi duramente repreendido pelos seus colegas vereadores, quando expôs seus motivos para o único voto contrário ao projeto. Um voto técnico contra sete votos políticos, uma vez que a presidenta Célia Donato não vota.
Talvez a visão política da oposição fique apenas centrada na política, e não no que é correto, tanto legal, quanto moral e eticamente.
Assim, fica a pergunta: a oposição realmente existe?
Queremos acreditar que sim, mas diante da forma de fazer política de nossos políticos, fica cada vez mais evidente que tudo não passou de mais uma promessa. E promessas, todos sabemos, nunca são cumprida.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sem direito à saúde.

Segundo o raciocínio do Vereador Mirandinha, as pessoas que tem plano de saúde não deveriam ser atendidas na rede pública de saúde e, quem tem carro na garagem, não deveria pedir ambulância, caso necessitem, pois tem como ir ao posto de saúde ou hospital.
Afirmou ainda o nobre edil, que é a nossa Constituição Federal foi escrita por hipócritas, pois todos sabemos que não é possível dar saúde a todos.
Isso foi dito pelo nobre vereador, em sessão de Câmara e gravado pelo sistema de audio e vídeo da nossa Casa de Leis.
Pelo que parece, o Vereador Mirandinha culpa as pessoas doentes pelo caos no sistema de saúde do nosso município, além de ser totalmente contrário ao que reza a nossa Constituição Federal.
A mesma Constituição que ele jurou defender em sua posse.
A mesma Constituição que em seu artigo 5º, assegura o direito a vida e, em seu artigo 196, assevera que a saúde é direito de todos e dever o do Estado.
O Vereador Mirandinha deveria sentir-se envergonhado por essas afirmações.
O grande Deputado Federal Ulisses Guimarães, do PMDB, o mesmo partido político do vereador Mirandinha, teria vergonha de saber que uma pessoa como o nosso vereador existe, e que pertence ao seu partido.
Ulisses Guimarães foi um grande deputado, exemplo de muitas gerações. Foi anticandidato à presidência da república, quando o regime militar o obrigou a ser candidato. Foi chamado de "Senhor Diretas", pela sua luta por eleições diretas livres, caminho à redemocratização do nosso país. Foi presidente da Assembléia Nacional Constituinte e dirigiu os trabalhos de uma das mais avançadas constituições do planeta na área dos direitos sociais, tanto que é chamada de Constituição Cidadã.
Ulisses Guimarães foi exemplo de democrata. Mirandinha é exemplo de intolerância, arrogância, prepotência e perseguição.
Mesmo na presença de integrantes do movimento Voto Consciente, na última sessão da Câmara Municipal, o vereador Mirandinha sentiu-se à vontade na sua defesa ao governo do prefeito Cláudio Giannini. E ainda falou em nome de Deus!
O vereador Mirandinha poderia fazer um bem à nossa cidade, ao prefeito Cláudio Giannini e ao seu partido, o PMDB: poderia renunciar ao seu mandato de vereador, ou então pedir uma licença até o fim desta legislatura.
Quem sabe assim, livraria os cidadãos de Cabreúva de ouvir tanta bobagem e a saúde pudesse voltar a ser um direito assegurado na Constituição.

sábado, 8 de agosto de 2009

O começo do fim.

A sessão da Câmara Municipal, desta quarta-feira (05/08/2009), mostrou à prefeitura e à base aliada, o quanto será diferente governar, até o final deste mandato.

As relações com a Câmara e os vereadores, passaram de simplesmente mandar votar em determinado projeto, para a discussão, em mesmo nível, se o projeto remetido atende os interesses da população, ou não.

O Vereador Jorginho rompeu com a base aliada e com a prefeitura num momento particularmente difícil para o prefeito Cláudio Giannini. Acossado por dois processos de cassação de mandato, sente que seus dias no comando da prefeitura estão próximos do final. Em reunião realizada nas dependências da prefeitura, esta semana, discutiu com seus advogados e seu primeiro escalão mais próximo (Jorge Spina, Dolivar Federzoni, Marcos Korola e Mirandinha), uma maneira de não se desgastar tanto politicamente, mas essa reunião terminou com a conclusão que o desgaste político não tem mais volta.

Não bastasse tudo isso, dois projetos de regime de urgência foram rejeitados, por culpa exclusiva do vereador Mirandinha, que acreditava ainda manipular, de acordo com sua vontade, os vereadores de sua base aliada.

A arrogância do vereador Mirandinha custou caro à prefeitura: sua primeira derrota, neste mandato.

Os vereadores da oposição apresentaram cinco requerimentos de informações à prefeitura, além de discursarem duramente contra as atitudes irresponsáveis desta administração.

Numa tentativa de defender a administração municipal, os vereadores Arnaldo e Mirandinha, foram muito infelizes, por tentarem explicar uma situação que não tem qualquer explicação: a falta de um modelo administrativo e o caos no sistema de saúde de Cabreúva. Seus discursos foram um vazio de conteúdo e de respeito aos cidadãos cabreuvanos.

O lado positivo disso tudo foi a presença cada vez maior da população nas sessões de Câmara.

Resta saber, depois disso tudo, se Cláudio Giannini vai continuar fingindo e achando que não precisa dos vereadores e da Câmara para governar. Sabe o prefeito que perdeu a maioria, e isso, na sua situação política, pode ser o início do fim, do que resta de seu melancólico e medíocre governo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Associação dos Cavaleiros de Cabreúva

Caros leitores, novamente me desculpo por essa longa ausência, mas creiam-me: essa espera por novas postagens vai valer a pena.
Na noite desta quarta-feira (05/08/2009), a Câmara Municipal de Cabreúva, por iniciativa do Vereador Oliveira, votou e aprovou uma Moção de Congratulações à Associação de Cavaleiros de Cabreúva.
Essa iniciativa, faz justiça aos romeiros de nossa cidade, que num ato de fé e agradecimento, dirigem-se ao Santuário de Pirapora do Bom Jesus todos os anos, há 49 anos.
Algumas pessoas criticam os romeiros, mas devemos separar aqueles que usam a romaria como uma desculpa para embriagarem-se e maltratar os animais, daqueles que verdadeiramente empenham-se num ato cristão de peregrinação.
Cabreúva, talvez alguns não saibam, possui uma das mais tradicionais romarias a adentrar em Pirapora, e dentro dessa tradição, dela faz parte a Banda São Roque, que encontra nos moradores da cidade-santuário, respeito e admiração.
Parabéns aos romeiros, ao presidente Alexandre Pavani, à Banda São Roque e ao Vereador Oliveira, por esse ato de cidadania.