A sessão da Câmara Municipal, desta quarta-feira (05/08/2009), mostrou à prefeitura e à base aliada, o quanto será diferente governar, até o final deste mandato.
As relações com a Câmara e os vereadores, passaram de simplesmente mandar votar em determinado projeto, para a discussão, em mesmo nível, se o projeto remetido atende os interesses da população, ou não.
O Vereador Jorginho rompeu com a base aliada e com a prefeitura num momento particularmente difícil para o prefeito Cláudio Giannini. Acossado por dois processos de cassação de mandato, sente que seus dias no comando da prefeitura estão próximos do final. Em reunião realizada nas dependências da prefeitura, esta semana, discutiu com seus advogados e seu primeiro escalão mais próximo (Jorge Spina, Dolivar Federzoni, Marcos Korola e Mirandinha), uma maneira de não se desgastar tanto politicamente, mas essa reunião terminou com a conclusão que o desgaste político não tem mais volta.
Não bastasse tudo isso, dois projetos de regime de urgência foram rejeitados, por culpa exclusiva do vereador Mirandinha, que acreditava ainda manipular, de acordo com sua vontade, os vereadores de sua base aliada.
A arrogância do vereador Mirandinha custou caro à prefeitura: sua primeira derrota, neste mandato.
Os vereadores da oposição apresentaram cinco requerimentos de informações à prefeitura, além de discursarem duramente contra as atitudes irresponsáveis desta administração.
Numa tentativa de defender a administração municipal, os vereadores Arnaldo e Mirandinha, foram muito infelizes, por tentarem explicar uma situação que não tem qualquer explicação: a falta de um modelo administrativo e o caos no sistema de saúde de Cabreúva. Seus discursos foram um vazio de conteúdo e de respeito aos cidadãos cabreuvanos.
O lado positivo disso tudo foi a presença cada vez maior da população nas sessões de Câmara.
Resta saber, depois disso tudo, se Cláudio Giannini vai continuar fingindo e achando que não precisa dos vereadores e da Câmara para governar. Sabe o prefeito que perdeu a maioria, e isso, na sua situação política, pode ser o início do fim, do que resta de seu melancólico e medíocre governo.