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sábado, 8 de agosto de 2009

O começo do fim.

A sessão da Câmara Municipal, desta quarta-feira (05/08/2009), mostrou à prefeitura e à base aliada, o quanto será diferente governar, até o final deste mandato.

As relações com a Câmara e os vereadores, passaram de simplesmente mandar votar em determinado projeto, para a discussão, em mesmo nível, se o projeto remetido atende os interesses da população, ou não.

O Vereador Jorginho rompeu com a base aliada e com a prefeitura num momento particularmente difícil para o prefeito Cláudio Giannini. Acossado por dois processos de cassação de mandato, sente que seus dias no comando da prefeitura estão próximos do final. Em reunião realizada nas dependências da prefeitura, esta semana, discutiu com seus advogados e seu primeiro escalão mais próximo (Jorge Spina, Dolivar Federzoni, Marcos Korola e Mirandinha), uma maneira de não se desgastar tanto politicamente, mas essa reunião terminou com a conclusão que o desgaste político não tem mais volta.

Não bastasse tudo isso, dois projetos de regime de urgência foram rejeitados, por culpa exclusiva do vereador Mirandinha, que acreditava ainda manipular, de acordo com sua vontade, os vereadores de sua base aliada.

A arrogância do vereador Mirandinha custou caro à prefeitura: sua primeira derrota, neste mandato.

Os vereadores da oposição apresentaram cinco requerimentos de informações à prefeitura, além de discursarem duramente contra as atitudes irresponsáveis desta administração.

Numa tentativa de defender a administração municipal, os vereadores Arnaldo e Mirandinha, foram muito infelizes, por tentarem explicar uma situação que não tem qualquer explicação: a falta de um modelo administrativo e o caos no sistema de saúde de Cabreúva. Seus discursos foram um vazio de conteúdo e de respeito aos cidadãos cabreuvanos.

O lado positivo disso tudo foi a presença cada vez maior da população nas sessões de Câmara.

Resta saber, depois disso tudo, se Cláudio Giannini vai continuar fingindo e achando que não precisa dos vereadores e da Câmara para governar. Sabe o prefeito que perdeu a maioria, e isso, na sua situação política, pode ser o início do fim, do que resta de seu melancólico e medíocre governo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

As contas públicas e os vereadores

Nós, cidadãos que acompanhamos a vida política de Cabreúva, estamos nos sentindo ultrajados nas atitudes, ou melhor, na falta de atitudes dos nossos vereadores.
Não é mais possível que o cidadão feche os olhos ao que acontece à classe política de nossa cidade.
Uma falta de respeito ao eleitor e ao cidadão.
A Prefeitura de Cabreúva passa por várias investigações no âmbito do Tribunal de Contas do Estado. Teve o contrato com a empresa Irmãos Servezão, desaprovado. As contas do ano de 2007 estão sendo criteriosamente analisadas por apresentar irregularidades, tendo sido indeferido o pedido de prorrogação de prazo, apresentado pela prefeitura.
O acesso ao TCE é público. Qualquer cidadão pode pesquisar. Basta acessar www.tce.sp.gov.br
A pergunta que faço: Por que os vereadores não estão acompanhando esse caso? Por que os vereadores não pediram informações à Prefeitura?
Será que realmente foram cooptados pelo prefeito, para deixar de cumprir suas funções de fiscalização das contas públicas?
Ou foram iludidos com as promessas do Chefe de Gabinete, Marcos Korola, encarregado pelo prefeito para tentar uma aproximação com os vereadores da chamada oposição?
Qual seria o interesse de não se investigar os desmandos dessa administração, particularmente o abuso de poder do Chefe de Gabinete, Marcos Korola, pretenso candidato à prefeito em 2012?
Por que tanto medo do prefeito Cláudio Giannini e de seu chefe de gabinete, Marcos Korola?
Medo de perseguição? Medo de ir contra os seus interesses?
Está na hora dos vereadores mostrarem a que vieram, não com indicações para sair nas páginas dos jornais, mas com um trabalho sério de investigação das contas que ninguém tem acesso, dos contratos obscuros e das licitações suspeitas.
A covardia não pode ter vez na Câmara Municipal.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Projeto de Lei aprovado sem análise

Na noite desta quarta-feira (04/03/2009), tivemos mais uma sessão ordinária na Câmara Municipal de Cabreúva.
Depois de algumas indicações apresentadas pelos vereadores, que muito provavelmente não serão atendidas pelo Executivo Municipal, entrou em pauta um projeto de lei que aumenta o piso salarial dos professores do município.
Nada mais justo, já que os educadores merecem ter seu trabalho reconhecido e devidamente remunerado.
O que chamou a atenção foi o caráter de urgência, apresentado pela mesa diretora da Câmara.
O projeto tinha até o ano de 2010 para ser adequado, analisado e votado.
A presidenta da Câmara Municipal, Vereadora Maria Célia Donato Reynaldo e o 1º Secretário, Vereador Inivaldo dos Santos (Mirandinha), sempre mantiveram a postura de ojeriza por votações em regime de urgência em legislaturas passadas. De repente, junto com o 2º Secretário, Vereador Jorge Luiz Gomes Nogueira (Jorginho), apresentam conjuntamente, um pedido de votação em caráter de urgência, em um projeto que mereceria uma profunda análise dos vereadores.
Qualquer projeto de lei que tenha o dinheiro público como objeto, seja de arrecadação quanto de despesa, também necessita do parecer do Conselho Municipal, neste caso específico, do Conselho Municipal de Educação.
Isso não ocorreu.
A desculpa e a explicação dada pelo pedido de urgência do Vereador Mirandinha, beirou o desrespeito aos demais vereadores do município e ao ridículo, pois nada explicou.
Desrespeito, aliás, que foi a marca registrada da administração do Prefeito Cláudio Giannini, desde o ano de 2004, com continuidade agora.
Os vereadores votaram sem saber no que estavam votando, ou seja, foram enganados pela administração municipal e pelo líder do prefeito, Vereador Mirandinha.
Análise detalhada dos projetos de lei e fiscalização do uso do dinheiro público são obrigações dos vereadores. 
Espero uma manifestação dos vereadores, nesse sentido, na próxima sessão ordinária, pois não é possível acreditar no bordão do Vereador Mirandinha, que diz: "eu confio nessa administração". Os vereadores não tem que confiar em ninguém. Não foram eleitos para confiar ou não. Foram eleitos para fiscalizar a administração pública, sem bandeiras políticas ou partidárias. Foram eleitos para acompanhar o uso adequado do dinheiro público e denunciar quando seu uso não for adequado.
Eu não confio.