sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Henrique Martin, jornalista.

Quero parabenizar o meu amigo Henrique Martin.
Seu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, apresentado nesta quinta-feira, 02 de dezembro de 2010, foi brilhante.
Um videodocumentário de 15 minutos, chamado "O Condomínio dos Sonhos", sobre famílias alojadas por 8 anos num cortiço, resumiu com brilhantismo, o desprezo e o esquecimento do poder público pelos anônimos: cidadãos que, como todos nós, são manupulados por promessas quase nunca cumpridas.
A parte mais importante do TCC apresentado pelo grupo do qual Henrique fez parte, foi a mobilização e a efetiva solução de um problema.
Se o jornalismo tem uma missão, eu diria que é mostrar às pessoas os problemas e a realidade. Tornar público aquilo que as autoridades constituídas querem esconder, quase sempre.
Quando o público, as pessoas comuns, os cidadãos passam a ter conhecimento da realidade, só assim e, com cobranças efetivas, os problemas passam a serem resolvidos.
Foi isso que Henrique Martin, agora jornalista, fez. Ao mostrar a realidade de um problema social, mobilizou a sociedade civil e o poder público para a busca adequada da solução, o que acabou acontecendo.
Ao jornalista Henrique Martin, meus sinceros parabéns! Estou orgulhoso de você.
Um grande abraço do seu amigo Renato Violardi.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sem um rumo. Sem um norte.

A prefeitura de Cabreúva, definitivamente, perdeu os rumos e as rédeas da administração do município.
Além dos inúmeros processos pendentes de julgamento no Tribunal de Contas do Estado, sobre irregularidades dos gastos públicos e da recente condenação por concorrência e contrato irregular da merenda escolar (TC-24789/026/07 http://www2.tce.sp.gov.br/arqs_juri/pdf/101054.pdf ), o prefeito Cláudio Giannini enfrenta dois processos de crime de responsabilidade, um denunciado pelo Vereador Oliveira e outro pelo Ministério Público (TJ 100.01.2010.001837 e 100.01.2010.002539).
Tudo isso parece ter afetado o que já era ruim - a administração do município - e tornou ainda pior.
Nota-se o descontentamento generalizado dos setores organizados do município com a falta de pulso e rumo da prefeitura.
A recente reativação da Associação de Moradores do Vale Verde, com cobranças justas dos moradores daquele bairro, levantaram as primeiras preocupações daquilo que a prefeitura mais teme - as cobranças de melhorias.
Mais recentemente ainda, um grupo que reúne aproximadamente 50 empresários e comerciantes do centro do município, resolveram criar uma associação, que já nasceu forte e unida, para a reividicação de melhorias e estruturação ao turismo e consequente aumento da atividade comercial, começando pela área de segurança, não só do comércio, mas de todo o centro do município.
Na última sessão da Câmara Municipal, na votação de um projeto enviado pela prefeitura, a própria base de sustentação do prefeito se viu perdida e, sem qualquer explicação, aceitou o adiamento do projeto para o ano de 2011, sem uma única manifestação do líder do prefeito e dos vereadores da situação.
Isso demonstra a letargia que atingiu os defensores de Claúdio Giannini.
Será na sessão da Câmara do dia 08 de dezembro, a votação sobre a futura presidência da nossa Casa de Leis no biênio 2011-2012.
O grupo de oposição, hoje, tem maioria, com 5 membros - Henrique Martin, Marcelo Defendi, Lurdes Santi, Célia Donato e Samuel Oliveira.
Certamente, o próximo presidente será o vereador Henrique, já que é esse o desejo da maioria.
A prefeitura então, cairá em sí e, do pior modo, entenderá a importância da Câmara Municipal, indo em confronto ao que sempre pregou o prefeito Cláudio Giannini - de que não precisa nem depende da Câmara para nada.
Tudo isso demonstra que a administração está sem um rumo, sem um norte. Essa falta de direção é a grande arma para a eleições de 2012, quando, se espera, Cabreúva possa finalmente encontrar sua tão sonhada vocação.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Presidenta

Depois da pior campanha presidencial desde a redemocratização do país, temos um novo presidente, ou melhor, uma presidente: Dilma Vânia Rousseff.
Para a maior parte dos analistas de plantão, o Brasil mostrou amadurecimento democrático, elegendo a primeira mulher presidente da nossa história.
Sinto muito, mas não concordo.
Amadurecemos democraticamente, sim, mas não pelo fato de o país ter eleito uma mulher para a presidência.
O fator principal desta eleição, em minha modesta análise, foi a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Qualquer candidato que tivesse o apoio e a colaboração de Lula, seria eleito.
Não tiro os méritos de Dilma, apesar de não conhecer seus méritos como, acredito, quase ninguém no Brasil os conheça.
Ser mulher, me perdoem as feministas, não foi um quesito principal desta campanha, nem do plano de governo da então candidata.
Meu voto não foi de Dilma, apesar de já ter pertencido aos quadros do Partido dos Trabalhadores. Votei em José Serra, não preciso esconder e, já que o voto é meu, posso dizê-lo sem cometer qualquer crime.
Votei em Serra por, principalmente, conhecer seu trabalho frente a administração pública. Não concordo com tudo o que fez, ou deixou de fazer, pelo funcionalismo público, principalmente pelos professores mas, devo admitir, possuo uma profunda admiração pelo seus métodos e conhecimentos profundos do país.
A melhor análise desta eleição, em minha opinião, foi escrita pelo jornalista e economista Luis Nassif.
Nassif aprofundou-se sobre o olhar e a forma de entender o povo dos dois candidatos à presidência. Enquanto a população via no candidato José Serra um político preocupado com a estabilidade da economia e a revalorização da ética, a mesma população via a candidata Dilma Rousseff como escolhida pelo presidente que soube entender os pobres e as suas reais necessidades.
Entender o país não bastou a Serra. O que ele não entendeu foi como o povo entende o Brasil
A análise de Nassif é muito longa e profunda. Sugiro uma leitura atenta pois, é uma verdadeira aula de política.
Serra perdeu a eleição.
Dilma ganhou. Governará o país e será nossa presidenta pelos próximos quatro anos. Como qualquer brasileiro que ama nosso país, desejo-lhe boa sorte.
Pelo bem do Brasil!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ética Profissional é compromisso social

O texto abaixo foi gentilmente enviado por uma querida amiga e fiel leitora deste blog e, acredito, mereçe uma grande atenção pela mensagem aos profissionais de todas as áreas.

"O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva; o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos; o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia; a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro; o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa; o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões. Ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que ninguém saberá quem fez, demonstra que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as pessoas."


Rosana Soibelmann Glock, psicóloga, fisioterapeuta, Mestre em Gerontologia Biomédica - Bioética/Ética em Pesquisa. Endereço eletrônico: rglock@pucrs.br

José Roberto Goldim, biólogo, Mestre em Educação, Doutor em Medicina: Clínica Médica - Bioética/Ética em Pesquisa. Endereço eletrônico: goldim@orion.ufrgs.br

Publicado na Revista Mundo Jovem, em abril de 2003

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos, o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."


Num momento em que o governo do presidente Lula se dedica a investidas quase diárias contra a liberdade de informação e de expressão e critica a imprensa por divulgar notícias sobre irregularidades na Casa Civil, um grupo de personalidades de diferentes setores - entre eles juristas, intelectuais e artistas - decidiu lançar um “Manifesto em Defesa da Democracia”, cuja meta é “brecar a marcha para o autoritarismo”.
O ato público foi realizado no dia 22 de setembro, ao meio dia, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.
Entre seus signatários estão o jurista Hélio Bicudo, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, os cientistas políticos Leôncio Martins Rodrigues, José Arthur Gianotti, José Álvaro Moisés e Lourdes Sola,o poeta Ferreira Gullar, d. Paulo Evaristo Arns, os historiadores Marco Antonio Villa e Bóris Fausto, o embaixador Celso Lafer, os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça e a atriz Rosamaria Murtinho

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Soluções para...

Caros amigos, a crítica bem fundamentada exige uma contrapartida: a solução proposta aos problemas que criticamos, seja na vida pessoal, seja na política.
Todos sabem, e não é segredo para ninguém, que este blog, Cabreúva em Foco, é um blog político e não o blog de um político.
Procuro ser imparcial em todos os assuntos aqui tratados e sempre assegurei o direito de resposta a qualquer pessoa que tivesse sido atingido por uma postagem ou comentário, feitos e publicados aqui. Além disso, criei o "Espaço Aberto", para que qualquer internauta ou cidadão, em especial os cidadãos que são políticos em nossa Cabreúva, tivessem a oportunidade de expor suas idéias e propostas e, por conta disso, alguns cidadãos fizeram uso desse espaço, o que considero um sucesso.
Mesmo estando aberto a publicação de opiniões contrárias e críticas a minha forma de ser e de agir e considerar-me um democrata - tenho plena convicção disso - este blog e este blogueiro foi processado em 6 ações cíveis e 6 ações criminais, além de ter meu pedido de justiça gratuíta contestado em mais 6 ações. São ações indenizatórias por calúnia, difamação e injúria de cidadãos que se sentiram lesados por conta do Cabreúva em Foco. Os processos ainda estão em andamento, mas fui censurado previamente do meu direito de dizer os nomes dos autores dos processos.
Mesmo assim, este blog e este blogueiro não se cala quando o assunto são os desmandos praticados por políticos de nossa Cabreúva. Os políticos e os donos do poder passam. Nossa cidade e o amor que sentimos por ela, jamais se acabarão.
Assim, estou criando mais um tema que deve ser discutido por todos nós, cidadãos, para nossa Cabreúva: "Soluções para..."
Trata-se de um espaço para a discussão de planejamento  e crítica à forma de nossa cidade ser governada. Vou propor, segundo minha visão, formas de gerir a saúde, educação, meio-ambiente, defesa do cidadão, assistência social, cultura, enfim, todas as áreas de gerenciamento da política pública de nossa cidade.
Gostaria que você leitor e cidadão, também participe, enviando sua maneira de ver nossa Cabreúva para rviolardi@gmail.com
Este blog foi feito para você, assim como Cabreúva é de todos nós. Participe!


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eleição é coisa séria!

Você contrataria um pedreiro que apregoa aos sete ventos não entender nada de construção? Mandaria seus filhos para a aula de um professor que confessa não ter o que ensinar? Subiria num avião cujo piloto foi visto dizendo que não tem a mínima ideia de como o aparelho funciona?
A resposta é óbvia: não, não e não. Mas, em se tratando de política, as coisas nem sempre são lógicas assim. Existe a crença arraigada de que os políticos profissionais (aqueles mais experientes e que conhecem a fundo os meandros do Congresso) são venais, mentirosos e trapaceiros. Logo, alguém que não é político deve ser melhor do que os outros.
É nessas crenças ingênuas e desinformadas que candidatos como Tiririca (Francisco Everaldo Oliveira Silva), do PR, apostam quando lançam campanhas no estilo quanto mais ignorante, melhor. Alguns despem a pele de cordeiro tão logo são eleitos: esses eram enganadores. Outros, são atropelados pela complexidade dos trabalhos legislativos, e terminam como figuras quase folclóricas do Congresso, inofensivas e desarticuladas.
Tiririca, como legítimo representante desse humor superficial dos programas da TV aberta, desde sempre coalhados de caras esquisitas, sugestões maliciosas e frases de duplo sentido, explora com certa mestria a absoluta falta de propósitos de sua candidatura e consegue transformar em algo palatável a incoerência de pedir o voto da população ao mesmo tempo em que declara seu desprezo pela política.
Sua campanha, já famosa pelo slogan depreciativo em relação ao próprio candidato e ao Congresso (Vote em Tiririca, pior que tá não fica) - pode piorar, sim! - e declarações - não se sabe se sinceras ou feitas na medida para chamar atenção - de que nunca votou e não sabe para que serve um deputado, é uma contradição ambulante que tenta desmoralizar a atividade legislativa, sem oferecer uma única sugestão para melhorá-la.
Não se discute a liberdade de expressão do candidato, que deve poder falar o que lhe vem à mente, até como forma de se permitir que o eleitor o conheça. Se existe algo positivo no efeito Tiririca - a onda de indignação e descrédito para com a política e os políticos, surgida na esteira das tolices ditas pelo candidato -, é a (re)afirmação de uma democracia abrangente e plural, onde todos devem ter o direito de se sentir representados e de representar, mesmo que muitos não tenham a mínima noção da importância do parlamento num regime democrático.
É impossível não observar, porém, que esse tipo de candidatura, carente de boas ideias como os programas humorísticos de sábado à noite, só se viabiliza eleitoralmente porque o voto é obrigatório no Brasil. Não são os eleitores bem informados, que leem jornais e discutem política, os que votam em candidatos sem proposta. O voto em quem zomba da democracia e se faz de sonso diante dos imensos desafios de seu país é um típico subproduto da presença forçada, nas sessões eleitorais, de um eleitorado tão despreparado quanto numeroso, que acaba escolhendo o primeiro que aparece ou votando no mais engraçado, por absoluta falta de interesse e informação.
Os defensores do voto obrigatório alegam que, se apenas uma parte da população votasse, os eleitos teriam menos respaldo popular. Especialmente em países recém-emergidos de períodos ditatoriais, a compulsoriedade do voto seria, assim, uma forma de blindar os governantes com uma capa de legitimidade contra golpes e outros absurdos. Mas esse argumento, se algum dia já fez, hoje não faz nenhum sentido na robusta democracia brasileira, há muito colocada a salvo de qualquer ameaça golpista.
Num sistema de voto facultativo, como ocorre nas grandes democracias do mundo, todos teriam seu direito preservado, e só o exerceriam aqueles que realmente se importassem com a política, a ponto de levá-la a sério. O cenário seria bem outro, e os tiriricas da vida teriam de dizer algo útil, ou estariam fadados a fazer papel de bobos.