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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ética Profissional é compromisso social

O texto abaixo foi gentilmente enviado por uma querida amiga e fiel leitora deste blog e, acredito, mereçe uma grande atenção pela mensagem aos profissionais de todas as áreas.

"O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva; o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos; o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia; a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro; o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa; o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões. Ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que ninguém saberá quem fez, demonstra que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as pessoas."


Rosana Soibelmann Glock, psicóloga, fisioterapeuta, Mestre em Gerontologia Biomédica - Bioética/Ética em Pesquisa. Endereço eletrônico: rglock@pucrs.br

José Roberto Goldim, biólogo, Mestre em Educação, Doutor em Medicina: Clínica Médica - Bioética/Ética em Pesquisa. Endereço eletrônico: goldim@orion.ufrgs.br

Publicado na Revista Mundo Jovem, em abril de 2003

quinta-feira, 19 de março de 2009

Coragem e covardia.

Existe uma diferença muito grande entre covardia e coragem.
Covarde é aquele que se esconde por temer a verdade.
Corajoso é quem assume seus erros e não se envergonha disso.
Na semana que passou, mais precisamente na última sessão da Câmara Municipal, tivemos um exemplo muito claro dessa diferença.
O Vereador Marcelo Defendi assumiu publicamente que errou ao votar em um projeto do executivo municipal, sem antes analisá-lo detalhadamente, como deveria ter feito. Demonstrou, com esse gesto, que não tem medo de ser verdadeiro com a população e com seus eleitores. Isso foi uma atitude de coragem.
A presidenta da Câmara Municipal, Vereadora Maria Célia Donato Reynaldo, numa resposta ao Vereador Marcelo Defendi, repreendeu-o dizendo que qualquer vereador, quando não entender um projeto apresentado, pode pedir que a sessão seja suspensa, para maiores explicações. A vereadora escondeu-se, apequenou-se de sua responsabilidade como presidenta da Câmara Municipal de Cabreúva. Isso era exatamente a função da presidenta: suspender a sessão e pedir ao vereador Mirandinha para explicar detalhadamente o projeto apresentado pelo executivo municipal. Essa foi uma atitude covardia.
A Vereadora Maria Célia Donato Reynaldo, ao esquivar-se de sua responsabilidade de condução dos trabalhos na Câmara Municipal, não encaminhando o citado projeto para análise na comissão permanente de educação, eximiu-se também da responsabilidade para com a população.
A Vereadora Maria Célia foi eleita por um partido de oposição ao Prefeito Municipal, foi candidata à presidência da Câmara Municipal em desacordo com a determinação do Diretório Municipal do PDT e hoje serve aos interesses do Governo Cláudio Giannini, numa típica atitude de pura cooptação do executivo. Isso não é maturidade, nem experiência. É falta de ética e de fidelidade partidária.
Os jornais do município, ao invés de prestar um serviço de informação e respeitar seus leitores, recorrem ao anonimato, para covardemente denegrir a imagem do jovem vereador Marcelo Defendi e induzir a discórdia e desarmonia em seu grupo político.
A resposta a isso, tenho certeza, será dada por esse corajoso vereador, para calar definitivamente os covardes sem argumentos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A voz ausente.

O Senador Pedro Simon (PMDB-RS) é a voz rouca e cansada da oposição ao governo Lula. Falando de ética e moral, é imbatível no Senado, onde falta ética e quase ninguém sabe o que é moral. Vai sozinho, pede apartes, discute, discursa, às vezes para um plenário vazio, mas sempre é ouvido.
Pedro Simon inspira respeito, transpira respeito. Todos o ouvem, mesmo quando fala sozinho, porque sua palavra tem peso. Seja o peso da fidelidade ao seu partido, seja o peso da responsabilidade para com seus eleitores, que o velho e solitário mestre faz questão de manter.
Nossos vereadores não devem saber quem é Pedro Simon ou o que ele representa para a política brasileira, e do Rio Grande do Sul, em particular.
Nossos vereadores não devem saber muita coisa.
Talvez não saibam o que é ética e o que é moral, nem que uma não vive sem a outra, e as duas devem fazer parte da política.
Nossos vereadores votam contra eles mesmos, contra as resoluções dos seus diretórios, e esses mesmos diretórios não pedem explicações, não punem, não sabem o que é anti-ético ou imoral.
Nossos vereadores constituem-se na Câmara, em situação e oposição ao governo Cláudio Giannini, e a oposição anda junto com o que determina a situação. Difícil de entender? Muito difícil, às vezes impossível entender.
O que falta aos nossos vereadores é uma tomada de posição. Uma definição clara e precisa de sua postura em relação ao seu mandato e aos seus eleitores.
O que falta aos nossos vereadores é respeito aos cidadãos. É respeito aos seus mandatos, às leis e à justiça.
Falta também, ética e moralidade aos nossos vereadores e aos políticos cabreuvanos, em geral.
Àqueles que caminham com a ética e com a moral, que não se vendem a promessas que nunca serão cumpridas ou não fazem promessas, mas o possível, mesmo sozinho, levantando-se e falando a ninguém, muitos ouvirão, porque é isso que hoje está faltando. Falta vida inteligente entre os nossos vereadores e à classe política como um todo, e nossa oposição na Câmara está acéfala.
Estamos ansiosos esperando que o vácuo deixado pela impertinência, arrogância e auto-suficiência se dissipe, e finalmente surja a voz que até agora esteve ausente.