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terça-feira, 8 de março de 2011

HOMENAGEM ÀS MULHERES

Sempre guerreira, mãe, amante e amiga.
Ela é a dona da casa, profissional, intuitiva.
Vê sem que a mostrem, escuta longe e sente perto.
Cuidas das suas crias, de seus amores e suas dores.
Sofre calada, ri quando está triste, só para não preocupar os outros...
Dá comida, abrigo, conselhos, dá a roupa do corpo se preciso for.
Ela é nosso socorro, nosso porto seguro, nosso norte
Ela é a muralha e a flor. A vida e a morte.
A mão que bate, afaga e constrói.
Ela é o amor incondicional, a ausência que dói.
Porque ela faz melhor, ela faz mágica, se divide em mil.
E tudo sai perfeito, na hora certa, porque ela é surpreendente.
Ela corre, batalha, cansa e sai linda do banho.
Ela tem uma força só dela, única, um poder escondido.
Ela têm muitas dentro dela...
Ela sempre tem a palavra certa, ela sempre dá um colo ás amigas,
ao filho, ao seu amor, ao seu cachorro... ela carrega o mundo!
Ela é amorosa, solidária, uma Deusa aqui na terra.
E ela é isso diariamente
Mesmo frágil, muitas vezes com medo
Ela têm dúvidas e inseguranças
Mas ela arrisca e ousa, ela vai em busca
E ela sempre alcança.
Porque ela é sempre ela
Ela é sempre grande
Sempre Mulher.
Carolina Salcides
08/03/2007


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Dito Gato

Faleceu hoje, às 03hs desta manhã de 04 de março de 2011, na Santa Casa de Cabreúva, o conhecido de todos os cabreuvanos do centro de nossa cidade: DITO GATO.
Reproduzo, abaixo, uma justa homenagem do blog CABREULOVE, por ocasião de seu aniversário, ao último ícone popular da cidade, personagem que fez e fará parte do folclore de nossa cidade.
Perdemos nosssos personagens. Não deixemos perder-se na eternidade, as memórias e histórias que construíram a nossa cultura e nossa cidade.
Descanse em paz, Dito!

PARABÉNS "DITO GATO!"
Bom dia, Blogueiras e Blogueiros de Plantão
Monteiro Lobato (tão desacreditado nos dias atuais pelos "politicamente corretos") dizia que "um país se faz com homens e livros".
Hoje, limito-me aos homens cabreuvanos. A um, em especial: BENEDITO NATALINO LOPES DE SOUZA!
Nascido em ITU SP, aos 17 de dezembro de 1958, filho de Raul Lopes de Souza e de Durvalina Lopes de Souza, este homem "pobre" e ainda menino abandonado á própria sorte, há muito vive por aqui.
Alcunhado como "DITO GATO", este homem simples, um tanto abilolado - quem sabe? -, violento até, se o importunam (muito diferente dos humanos "normais"?), completou ontem, exatos 52 anos.
Desprezado por uns, considerado por outros, importunado por tantos, nunca, porém, despercebido.
Talvez nunca tenha comemorado sua data natalícia, ainda que seja NATALINO até no nome.
Irreverente, incomodante, Dito Gato passa pelos dias destas cercanias como parte integrante.
E nunca foi visto querendo além de algo para comer ou de algum trocado para o "corotinho" de cada dia; afinal, "nem só de pão vive o homem".
Dito Gato: certamente, remota possibilidade há de você ler isto. Nem sei mesmo se você sabe ler. Mas, ainda que não saiba, seu espírito é livre como poucos. E isto ninguém pode lhe tirar.
PARABÉNS BENEDITO NATALINO LOPES DE SOUZA!
PARABÉNS "DITO GATO"!
Perambule livre pelas ruas cabreuvanas, anarquicamente livre. Como poucos o fazem, como muitos gostariam de fazê-lo.
Bendito para poucos, Maldito para muitos. No entanto, sempre DITO! O "DITO GATO"!
E tenho dito!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Henrique Martin, jornalista.

Quero parabenizar o meu amigo Henrique Martin.
Seu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, apresentado nesta quinta-feira, 02 de dezembro de 2010, foi brilhante.
Um videodocumentário de 15 minutos, chamado "O Condomínio dos Sonhos", sobre famílias alojadas por 8 anos num cortiço, resumiu com brilhantismo, o desprezo e o esquecimento do poder público pelos anônimos: cidadãos que, como todos nós, são manupulados por promessas quase nunca cumpridas.
A parte mais importante do TCC apresentado pelo grupo do qual Henrique fez parte, foi a mobilização e a efetiva solução de um problema.
Se o jornalismo tem uma missão, eu diria que é mostrar às pessoas os problemas e a realidade. Tornar público aquilo que as autoridades constituídas querem esconder, quase sempre.
Quando o público, as pessoas comuns, os cidadãos passam a ter conhecimento da realidade, só assim e, com cobranças efetivas, os problemas passam a serem resolvidos.
Foi isso que Henrique Martin, agora jornalista, fez. Ao mostrar a realidade de um problema social, mobilizou a sociedade civil e o poder público para a busca adequada da solução, o que acabou acontecendo.
Ao jornalista Henrique Martin, meus sinceros parabéns! Estou orgulhoso de você.
Um grande abraço do seu amigo Renato Violardi.

sábado, 8 de maio de 2010

Retrato de Mãe

Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus;

e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha , age com as forças todas da juventude;

quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões;

viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe...

Don Ramon Angel Jara - Bispo de La Serena - Chile (escrito num álbum)
Tradução de Guilherme de Almeida