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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Para uma profunda análise e reflexão.

Algo está mudando na política de Cabreúva. Algumas coisas mudaram na política de Cabreúva.
Se a mudança vem para melhorar, ela sempre é bem-vinda. Se a mudança vem para escancarar a verdade, ela é bem-vinda. E uma mudança ocorreu. Uma mudança de comportamento. Uma mudança de postura. Uma ruptura com as decisões do poder. Uma ruptura no relacionamento com o poder. Uma ruptura do distanciamento da população com a política e com os políticos.
E tudo isso foi sentido na sessão da Câmara Municipal do dia 01/04.
Se antes a população não participava ativamente das sessões da Câmara, hoje isso mudou.
A presença cada vez maior de pessoas que nunca tiveram interesse político demonstra que a cidadania começou a ser exercida de forma plena. E isso é interesse pela política. É interesse de conhecer como é feita a política. Essa aproximação da população com a Câmara Municipal, faz com que possam existir cobranças. Faz com que os vereadores mostrem sua verdadeira face.
Por vezes, encontramos decepção, noutras encontramos esperança.
Martim Luther King, ativista da paz e dos direitos civis, disse:
“O consenso é sempre parente do autoritarismo e da injustiça social, é o discurso próprio de uma situação onde não há espaço para cada um construir a liberdade.” Disse também: “O que me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons.”
Sábias palavras que encontraram eco na atitude de ruptura com o consenso, pelo raciocínio lógico e diferente de um vereador de primeiro mandato. Como votar contrário aos requerimentos de urgência, por não haver tempo necessário à análise dos projetos pelas comissões pertinentes, e votar favorável a esses mesmos projetos, se não foram analisados justamente pela falta de tempo, contida nos requerimentos de urgência? Rompeu-se a unanimidade, rompeu-se a hipocrisia. “Não somos despachantes da prefeitura. Somos vereadores...” disse o Vereador Oliveira. Rompeu-se o silêncio. E então foi entendido por todos que um bom político não corresponde às expectativas, ele supera as expectativas.
Com essa atitude, com esse posicionamento, foi moldada a união da oposição. Foi dado o primeiro passo para a criação de uma força pelo bem comum, representada pelos vereadores Henrique Martim, Lurdes Santi, Marcelo Defendi e Samuel Oliveira.
E uma das faces da bancada de sustentação do executivo na Câmara foi mostrada nessa última sessão. A face do bem político em detrimento ao bem comum da população. Foi demonstrado que o bem do povo, com a vinda da ETEC ao município, beneficiando principalmente os estudantes do ensino médio, não é de interessante da bancada de sustentação da prefeitura, pois supostamente beneficiaria uma deputada ligada à oposição.
Uma face perversa. Uma face do rancor. Uma face da hipocrisia. Uma face da vaidade, mostrada e demonstrada pelas atitudes e pelas falas dos vereadores Mirandinha, Arnaldo, Gomes e Jorginho, com a conivência da presidenta da Câmara, vereadora Maria Célia.
Ainda assim, as mudanças estão acontecendo. A população está participando em número cada vez maior, por sua própria vontade, para descobrir por si só, a verdade de como é feita a política e quem realmente são os nossos políticos.
E isso foi sentido pelos vereadores. E isso mudará as atitudes e os objetivos dos vereadores. E quem certamente ganhará com essa mudança será a população, pois saberá discernir entre a verdade e a mentira.
Mais uma vez, cito a sabedoria e inspiração de Martim Luther King, para que possamos analisar, refletir e aprender:
“Em alguns momentos, a Covardia pergunta: ‘É seguro?’; a Diplomacia pergunta: ‘É político?’; a Vaidade pergunta: ‘É popular?’; mas a Consciência pergunta: ‘É certo?’. E vem o momento em que devemos tomar uma posição que não é nem segura, nem política, nem popular... mas deve fazê-lo porque a consciência diz que é certo.”