quinta-feira, 28 de maio de 2015

Egoísmo social?


Caros amigos, retomo as rédeas da razão... não da minha razão como verdade absoluta, mas a razão que me levou a afastar-me deste canal de comunicação, por quase três anos.
Sem dúvida, ainda me faltam as palavras, pelo puro exercício de não as utilizar com a frequência necessária ou a que gostaria necessária.
Sendo assim, a retomada deste Cabreúva em Foco será gradual e paulatina, mas ainda com a profundidade dos assuntos políticos, tratadas como sempre o fiz: com a verdade e isenção.
Registro abaixo, aquilo que considero de extrema importância nesses dias de hoje, patrulhados pela ideologia do Facebook, criadora de líderes e destruidora de reputações.
O texto do filósofo Luiz Felipe Pondé, é muito claro e objetivo. Espero que tirem as suas conclusões... eu já tirei as minhas!
"... Nietzsche costumava dizer que nós sonhamos com um sol que se preocupe com o que a gente sente. E ele dizia que no final das contas, quando a gente descobre que o sol não está nem aí pra nós, que as estrelas não brilham pra nós, que o mar não existe pra que a gente nade nele, a gente entra num desespero que ele chamava de ressentimento.
O que é o ressentimento? É você achar que todos deviam te amar mais do que amam, você achar que todo mundo devia reconhecer em você grandes valores que você não tem.
Do século XIX pra cá, o ressentimento piorou muito. Ele está em toda parte. Você não pode falar nada que todo mundo se ofende; se você fizer uma crítica, todo mundo toma como pessoal.
Provavelmente, daqui a mil anos, não vão lembrar da nossa época como a época do iPad. Vão lembrar da nossa época como a era do ressentimento. Somos uma civilização de mimados que não é capaz de escutar nenhuma crítica sem achar que é uma questão de ofensa pessoal."

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Um longo silêncio.

Caros amigos, estou retomando as postagens do Cabreúva em Foco, após um longo silêncio.
Antes de mais nada, quero me desculpar com os inúmeros leitores do blog que, mesmo sem estar atualizado, continuaram lendo e consultando as postagens.
Sem dúvida, meus leitores, vocês merecem, no mínimo, uma satisfação.
Após uma árdua campanha em que este blogueiro participou em 2012 e, com a vitória do então candidato Henrique Martin, fui convidado a assumir uma secretaria na Prefeitura de Cabreúva.
Sem dúvida, um enorme desafio: A Secretaria de Cultura.
Após muito pensar e refletir sobre o assunto, aceitei o desafio proposto e comecei a montar a equipe, sem perder o espírito crítico.
Diante disso, pouco ou nenhum tempo tinha para qualquer outra coisa, a não ser pensar um modo de levar cultura - palavra de significados tão subjetivos quanto objetivos - a todos os cabreuvanos.
Esse, caros amigos, foi o motivo de manter-me afastado por tanto tempo.
Aproveito esse meu período de ferias - as primeiras, depois de mais de cinco anos de atividades políticas intensas - em que mesmo assim, visito a secretaria todos os dias, para fazer essa "mea culpa", sem esquecer de agradecer a cada um de vocês, pela apoio e confiança.
Em breve, muito mais postagens.
Obrigado!

sábado, 12 de maio de 2012

ESPAÇO ABERTO

AVISO AOS AMIGOS LEITORES DO CABREÚVA EM FOCO:
A POSTAGEM  "Ato de Repúdio", FOI REMOVIDA, À PEDIDO DE Vera Balduíno.


GRUPO CABREÚVA: HISTÓRIA E MEMÓRIA

Como a Escola Ana Mesquita Laurini já viveu no bojo da Escola Lucídio?

Nos meados dos anos 60, as escolas de 1ª a 4ª séries eram denominadas “escolas primárias” e o Lucídio era uma dessas escolas. É bom lembrar que antes dessa época, as escolas dos bairros de Cabreúva só tinham classes de 1º ao 3º ano e, o 4º ano então, tinha que ser cursado no centro da cidade, hoje centro histórico. Não havia, na ocasião o transporte público, por isso, só os privilegiados que tivessem uma condução (bicicleta ou cavalo) ou aqueles que se dispusessem a fazer uma caminhada a pé até o centro, concluíam o 1º grau.

No ano de 1963, foi criado o Ginásio Estadual, que correspondia ao curso ginasial de 1º ao 4º ano (o que hoje é de 5ª à 8ª série).

Para ingressar no ginásio era preciso passar por um vestibular. Houve, neste mesmo ano um vestibular do qual se formaram duas turmas: 1º A e 1º B.

Essas duas classes do ginásio funcionavam nas salas ociosas do Lucídio, que recebeu então o nome de “Ginásio Estadual Ana Mesquita Laurini”. O nome foi uma homenagem que o professor Alberto Mesquita quis prestar a sua irmã recentemente falecida.

O professor Alberto era secretário do padre Baleeiro, naquela ocasião secretário estadual da educação. Foi assim que o professor conseguiu colocar Cabreúva na relação das cidades que pleiteavam um ginásio.

Com o tempo, mudanças educacionais criaram o 1º Grau (abrangendo da 1ª à 8ª série) e o 2º Grau (abrangendo os cursos normais, científicos e clássicos), e o nome que prevaleceu na entidade foi o de Lucídio, que já era escola de 1º grau.

O nome Ana Mesquita Laurini foi então, transferido à escola do bairro Bonfim, que passou a chamar-se “E.E.P.G. Ana Mesquita Laurini”.

Teresinha de Jesus Camargo Faccioli

quinta-feira, 8 de março de 2012

CABREÚVA: HISTÓRIA E MEMÓRIA


O homem é a palavra. O mais é circunstância. A história é a palavra. O resto é conseqüência. Por isso a história do homem é a história de sua palavra. É a crônica de sua linguagem. É o cotidiano do possível dizer.
Na Grécia livre de Péricles, o discurso era a palavra. Na Judéia oprimida de Cristo, o discurso era a parábola. Na Idade Média torturada de Galileu, o discurso era o silêncio.
O que é a Bíblia senão a fábula do povo judeu tiranizado sob os salgueiros da Babilônia? O que foi a tragédia grega senão a metáfora da liberdade? E Bernard Shaw roendo a empáfia do império britânico? 
Este não é, portanto, um espaço descompromissado. É a garganta das pedras.
Menino de fazenda, cedo aprendi que, quando a estrada não dá caminho, toma-se o atalho.
É o jeito de dizer, pela boca dos outros, o tornado indizível, com uma liguagem simples, séria, necessária.
É mostrar a verdade verdadeira, nestes dias de tantas verdades mentirosas.
É a coragem de mostrar a nossa história, nossa gente, sem medo, sem vergonha e com muito orgulho.
Esse não é um espaço meu: é um espaço da nossa história e de nossa memória, contado por muitos que vivem a própria história contada e, por outros, que trazem em suas memórias, a história que pensou-se esquecida ou perdida. Outras, nunca contadas.
Temos então, a partir de agora, um pouco da vida de Cabreúva, retratada por contistas, cronistas e gente como a gente - cabreuvanos que recomeçam a sentir orgulho de serem cabreuvanos.
Renato Violardi
 
CABREÚVA: HISTÓRIA E MEMÓRIA

Início da Colonização de Cabreúva.

Em meados do século XVIII, saíram da Vila de Itu, alguns fazendeiros e suas famílias, atrás de terras, e trouxeram consigo muitos escravos para exploração do outro lado do Rio Tietê.

Entre as famílias destacaram-se, Martins Barros, Martins e Ramos, e Martins de Mello, que seguindo as trilhas deixadas pelos Bandeirantes chegaram numa terra, que chamaram de Piraí.

Nesse local fixou uma família, que demarcou essa terra como sua propriedade para exploração, outras seguiram em frente, na busca de mais terras e também se fixaram, assim surgindo as Fazendas: Barrinha, Campininha, Guaxatuba, Barreiro e outras.

As divisas das fazendas eram demarcadas por valetas abertas pelos escravos. Este tipo de marcação ainda é encontrada em alguns lugares do município.

Baseado nesses dados, podemos considerar que a Fazenda Piraí foi a primeira da colonização ituana no nosso município, e o seu nome originou o bairro e a primeira estrada ligando Itu à Cabreúva.

Waldemar Camargo





sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

MUITO ALÉM DO JARDIM

Por três anos, este blog trouxe à Cabreúva, uma nova forma de pensar política. Não houve pretensão alguma de ser revolucionário, despertar amores ou ódios. O que este blogueiro sempre buscou foi, mostrando a verdade dos fatos, sempre escondida pelo poder, provocar o pensar diferente. Não tenho dúvida que, no geral, fui bem sucedido.

 
Quando pensamos na população, em como a informação chega à população, certamente levo em conta as distorções provocadas pelo “ouvir dizer”. Mesmo os internautas, aqueles que tem acesso às informações instantâneas, ainda uma minoria, pouco ou quase nada se interessavam por política. Hoje, existe outra realidade em Cabreúva, em parte, estimulada pelo Cabreúva em Foco.

Um longo caminho foi percorrido. Houve muitas perseguições e ameaças. Por outro lado, essa a grande conquista, um grande número de cabreuvanos começou a questionar se o caminho político que estávamos trilhando, estava no rumo certo, se aqueles que estão no poder – e sempre estiveram – realmente fizeram algo de relevante pela cidade, se o continuísmo e a continuidade acrescentam algo de novo, se o momento de mudar, finalmente chegou.

Era esse o objetivo do blog. Assim, fecha-se um primeiro ciclo: o de criar um pensamento crítico, um novo olhar em relação à nossa política.

Agora partiremos à uma segunda etapa: qual o papel do cidadão no desenvolvimento de Cabreúva? Como o cidadão pode influir (e influi) no destino de sua cidade?

Precisaremos nos despir de preconceitos e nos comprometer verdadeiramente. Não podemos deixar ao outro - nossos vizinhos, nossos vereadores – a responsabilidade que nos cabe. Cada um de nós é responsável pela cidade que temos, pela cidade que queremos e pela cidade que é possível.

O cidadão deve assumir seu verdadeiro, seu real papel na construção da cidadania.

Essa é a missão deste blog, a partir de agora: mostrar que existe um vasto mundo, muito além do jardim...

domingo, 6 de novembro de 2011

Henrique Martin

De muitas maneiras, o trabalho de um crítico é fácil. Arriscamos pouco e desfrutamos de uma posição sobre aqueles que oferecem seu trabalho, seu posicionamento político e, a si mesmos, ao nosso julgamento.
Nós prosperamos na crítica política, seja positiva ou negativa, que é divertida de se escrever e ler.
Mas a dura realidade que nós críticos temos de enfrentar é a de que, no todo, um posicionamento medíocre é, provavelmente, mais significativo do que a nossa crítica, que assim o designa.
Mas há vezes em que um crítico realmente arrisca algo e, isto é na descoberta e na defesa do novo.
O mundo geralmente é indelicado com os novos talentos e as novas criações.
O novo precisa de amigos.
Nesses últimos tempos, tenho experimentado, vivenciado algo novo, de uma fonte, para este crítico, excepcionalmente inesperada.
Se dissesse que tanto o novo jeito de enxergar a política como quem me fez enxergá-la, desafiaram meus preconceitos sobre a boa política, eu estaria me contendo.
Esse novo jeito de ver e fazer política me abalou profundamente.
No passado nunca escondi meu desdém sobre a forma populista como se fazia política em nossa Cabreúva.
Mas vejo que só agora realmente compreendo a profundidade do que é o realmente “pensar no povo” e, que o pensar diferente é o caminho para colocar em prática a boa política.
Nem todos podem se tornar um grande líder, mas um grande líder pode vir de qualquer lugar.
É difícil imaginar origens mais humildes do que as do novo líder que hoje comanda a política cabreuvana e, na opinião deste blogueiro e sempre crítico da política é, nada mais, nada menos que a pessoa mais preparada para conduzir nossa cidade a um futuro promissor.
Essa é a vida, com suas inconstantes. A vida que só tem de previsível a sua imprevisibilidade.
São por esses motivos que hoje digo : a Cabreúva do futuro deve ser conduzida por esse jovem político que aprendi a admirar e respeitar – Henrique Martin.