sábado, 30 de janeiro de 2010

Qual o futuro que queremos para Cabreúva?

Pensar o futuro de uma cidade requer muito mais que vontade ou amizade com esse ou aquele deputado
Desta forma, pergunto aos cidadãos e leitores deste blog: qual o futuro que queremos para Cabreúva?
O simplismo político ou falta de planejamento público, já causou danos demais à nossa cidade.
O envio do Plano Plurianual à Câmara Municipal deixou bem evidente que a Prefeitura de Cabreúva não tem um projeto de crescimento que se sustente.
Com uma projeção de crescimento da economia do município de apenas 3,5% ao ano, pelos próximos 4 anos, Cabreúva ruma na contramão do crescimento projetado de ao menos 5%, segundos os economistas.
Enquanto a maioria dos políticos profissionais tentam se encostar em algum candidato ao cargo de deputado ou senador, prometendo um futuro brilhante para o nosso município, nossa cidade está parada, à beira do abandono.
Como projetar o futuro para a nossa Cabreúva, se ao menos não temos uma perspectiva do presente?
Está mais do que na hora de cobrarmos de nossos vereadores, uma tomada de posição.
Fiscalizar os gastos públicos, praticados até hoje, com determinação e coragem, é o que se espera dos nossos vereadores eleitos.
Sabendo quanto e com que a Prefeitura gasta o dinheiro dos nossos impostos, é um importante passo para começarmos a planejar a Cabreúva que queremos no futuro.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um momento de pura reflexão

"As alvoradas da liberdade não surgem como um acontecimento natural. As manhãs da liberdade se fazem com a vigília corajosa dos homens que exorcizam com a fé os fantasmas da tirania."

"O processo ditatorial, o processo autoritário, traz consigo o germe da corrupção. O que existe de ruim no processo autoritário é que ele começa desfigurando as instituições e acaba desfigurando o caráter do cidadão."

As palavras acima, sábias e tão cheias de significado, são do político mineiro Tancredo Neves.
Tenho refletido muito nesses últimos dias, diante de tudo que está acontecendo comigo e com nossa Cabreúva.
Refletindo sobre cada palavra, cada frase, me aproximo mais e mais dos ideais daqueles que sempre lutaram pela verdadeira democracia.
Nunca desistir, apesar dos obstáculos.
Esta postagem é uma homenagem àquela que fez-me lembrar que política deve ser tratada com inteligência, sabedoria e paciência.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sobre Meninos e Lobos

Meninos são inocentes, curiosos, destemidos. Meninos podem tudo, sem nada a temer.
São os donos do mundo!
Meninos crescem e, ao crescerem, perdem a inocência de meninos.
É quando se transformam.
Lobos são espertos, audaciosos, desconfiados, mortais quando acuados. Lobos, mesmo quando criados como cães, um dia voltam a ser lobos, e desaparecem junto com sua matilha.
A inocência do menino, transformou-se, transmutou-se.
Os meninos desapareceram. Transformaram-se em lobos.
Os meninos nunca deixaram de ser lobos. Sempre foram.
Um filhote de lobo será sempre lobo, mesmo que criado como menino.
Quem os criou é que nunca percebeu...

Esse blog faz aniversário. Completa 1 ano, transmitindo a vocês, a verdade dos bastidores da nossa política.
Parabéns a vocês, leitores e cidadãos, que fizeram esse acontecimento.
Apesar da censura imposta ao Cabreúva Em Foco, a verdade nunca deixará de ser existir. Essa é a minha missão.
Confio na Justiça, sempre, mesmo sendo ela injusta, por vezes.
Obrigado!
Renato Violardi

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Apresentou-se-lhes um anjo do Senhor e a glória do Senhor os envolveu de luz e eles ficaram possuídos de grande temor. Disse-lhes o anjo: "Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria, que é para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi. Este será o sinal: encontrareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura". Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados". Evangelho de São Lucas, 1, 9-14

Essa é minha mensagem de Natal a todos os meus amigos e leitores: Humildade, Amor e Paz!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MEDIDA LIMINAR



Caros leitores e cidadãos de Cabreúva.


Por força de Medidas Liminares impetradas no Fórum de Cabreúva, constantes dos processos 100.01.2009.003719, 100.01.2009.003720, 100.01.2009.3721, 100.01.2009.3722, 100.01.2009.003723 e 100.01.2009.003724, contra este blog e contra seu autor, Renato Donizetti Violardi, por respeito e determinação da Justiça, retirei, enquanto não puder me defender, a postagem intitulada "A POLÍTICA DO ÓDIO E DA PERSEGUIÇÃO" e todos os seus comentários.


Convido àqueles que queiram saber mais, que consultem o site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo www.tj.sp.gov.br bastando acessar consultas e processos, da Vara Cível, e colocando a comarca de Cabreúva e meu nome como réu.


Não é possível, pelas mesmas liminares, dizer quem moveu esses processos, mas consultando, saberão, pois não corre em segredo de justiça.


Esse é o preço e o risco da verdade.


Um grande abraço à todos!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ESPAÇO ABERTO



Do Discurso Competente

Caro Renato

Hoje resolvi comentar de maneira diferente, utilizando o Espaço Livre que generosamente cedeu aos leitores deste Blog, deixando claro que todos nós temos liberdade de expressão e que, esta, é amparada constitucionalmente.

Como citou em sua postagem várias assumidades no campo da Filosofia e Sociologia e mencionou Marilena Chauí, é perante colocações contundentes de tal Filósofa que irei falar.


Marilena Chauí, quando fala do Discurso Competente afirma que a ideologia é uma forma de máscara, o velar da realidade. É de tal maneira um mecanismo necessário dos agentes sociais (políticos) produzirem uma leitura dessa realidade.

Todos nós sabemos, ou deveríamos saber, que a ideologia traz um conjunto de aparências perfeitas, completamente moldadas à nossa existência e que, de certa forma, que seria impossível viver sem elas.
Eis aí, um ponto chave, pois é isto mesmo que querem que pensemos.

Na ideologia as ideias não tem lugar fixo ou preciso e, por isso, o saber é adverso a essa perversa, essa madrasta concepção ideológica, sendo o falso que jamais querem revelado.

O saber desvela essa máscara ardilosa.

Onde quero chegar? Chauí diz que quando o saber perde os laços do lugar e do tempo de suas orígens, aparece um DISCURSO COMPETENTE. Mas o que é isto na visão da autora? É aquele discurso que pode ser proferido, ouvido e aceito como verdadeiro ou autorizado. Um discurso instituído. "Não é qualquer um que pode dizer a qualquer outro qualquer coisa em qualquer lugar e em qualquer circunstância."

Atribui ainda ao discurso competente a burocratização da sociedade, ou seja, a medida em que a sociedade se torna complexa o Estado vai expandindo e engolindo a vida das pessoas com um discurso pronto. Mas não pode esquecer que este discurso tem um duplo sentido - o discurso do burocrata (poder) e o discurso do conhecimento (aqueles que não pertencem ao poder). Nada mais do que um único discurso com duas faces.

Um discurso que deixou de ser legislador, pedagógico e, acima de tudo, ético há tempos e que não se inspira mais em ideais e valores.

O pior, para que estes discursos se profiram é necessário que não haja sujeito algum e, sim, homens reduzidos a meros objetos sociais, aonde não se discuta nada , mas que a aceitação seja ímpar, total e absoluta.

Por fim, citação da própria autora, muito própria para o momento - "É a noção de competência que torna possível a imagem de comunicação e da informação como espaço da opinião política, imagem aparentemente democrática, e na realidade, antidemocrática por excelência pois ao fazer do espaço público de opinião, essa imagem destrói essa possibilidade de elevar o saber à condição de coisa pública, isto é, de direito à sua produção por parte de todos."


Vou mais além, com uma colocação muito particular - Nossos políticos têm noção do Discurso Compentente ou também foram submetidos a eles por uma cúpula política, cheia de vícios e perniciosidades longe do fim?

Estão longe do saber e se enveredam pelas brenhas da total ignorância, aliciando sem escrúpulos ou remorsos os cidadãos que se encontram na escuridão.

Segredam a podridão administrativa fazendo-se valer do seus poderes (mutáveis) escondendo-se atrás das máscaras da perseguição e do ódio, como aqui já o disse outrora.

Maria de Lurdes Silva (Malu)

Por onde ir?

O papel do intelectual, do pensador, é iluminar a sociedade, mostrar o caminho correto para o vulgo, para o povo. Julien Benda diagnosticou um dos males da modernidade, os intelectuais tinham simplesmente recusado este papel. Ao invés de procurar a verdade e mostrá-la, como fez Sócrates, deixaram-se levar pela vaidade e passaram a querer ter razão. O intelectual trocou dúvidas por certezas, o caminho inverso para quem deseja buscar sabedoria e ajudar a sociedade. O ativismo político dos intelectuais é a manifestação deste cruzamento de vaidade com orgulho.
Por que digo isso? Porque não considero o povo o maior responsável pelo que vai de errado no Brasil. A responsabilidade depende do grau de conhecimento de cada um. Certamente quem vota em políticos corruptos, sabendo desta condição, fez uma escolha e responde por ela. No entanto, uma massa de semi-analfabetos, que não acredita que possa existir um político honesto, tem muito pouca condição de escolher o melhor.
A culpa maior está naqueles que deveriam iluminar e apontar as incoerências. O problema do Brasil começa na elite intelectual e sua corrupção. Não falo de dinheiro, falo de outros tipos de corrupção, falo de corrupção ideológica, moral, enfim, da traição relatada por Benda, da estupidez mostrada por Voegelin e Ortega. O homem massa tomou o poder e vai levando toda a sociedade, incluindo ele, para o buraco. O problema do Brasil é Marilena Chauí, Antônio Cândido, Dalmo Dallari, Chico Buarque e tantos outros. Mas o povo nem sabe quem são eles? Não, mas os formadores de opinião sabem e muito bem. 
A cada dia que passa, somam-se os casos de perseguição no nosso país, seja ela política, ideológica, religiosa ou de outra natureza, a pessoas que apenas pensam de modo diferente e divergente, a pessoas que apenas querem expressar o que pensam de uma forma livre, a pessoas que querem dar a sua contribuição para um país mais justo, para um país mais livre, para um país mais desenvolvido, para um país mais esclarecido, para um país mais emancipado, para um país mais feliz. Infelizmente exemplos não faltam. 


No Brasil é difícil ser aceito como uma pessoa crítica e de pensamento divergente. No Brasil, temos todos que nos resignar ao paradigma do respeito e ao politicamente correto, não se podendo brincar com coisas sérias. Neste momento vivemos uma Época de crescente privação da liberdade de expressão! Nos últimos anos temos vindo a assistir ao crescente ganhar terreno de um paradigma social e político que parece assumir como valores máximos, o pensamento único e convergente.

Neste momento, a tolerância dos regimes político e social em que vivemos é muito baixa para com todos aqueles que ousam enfrentar o "status quo" vigente, com o seu pensamento divergente. Temos todos que nos portar como ovelhas seguidas dos pastores que “zelosamente” e “paternalisticamente” nos guardam e nos protegem, os quais contam com uma matilha de cães-de-guarda sedentos por denunciar as “ovelhas desgarradas”, sedentos por colocar essas ovelhas na ordem.
Um país que, por razões surrealistas e de puro nonsense, desperdiça pessoas de grande talento, os quais trabalham arduamente para divulgar a verdade, para lutar por justiça e expressar seu pensamento sobre o sistema vigente, é um país esquizofrénico, é um país que goza com todos os contribuintes, é um país que não dá o devido valor aos seus homens e mulheres de excelência.

Em Cabreúva, não é nada diferente do restante do país.