sábado, 17 de outubro de 2009

O valor do futuro

"O dilema entre presente e futuro.
Como será o amanhã? O que é melhor: desfrutar o momento ou cuidar do futuro? De um lado, estão os nossos sonhos e valores. De outro, as nossas possibilidades e limites.
A vida nos obriga todos os dias a tomar decisões, e assim, adquirir nossos valores próprios.
Valores morais, éticos, profissionais, fazem do ser humano único e responsável por seu futuro.
Os mecanismos de troca no tempo são também de dois tipos: ou o benefício é antecipado no tempo e os custos chegam depois, ou os custos vêm antes dos benefícios.
A questão é saber o que desejamos e como dar consistência no tempo aos nossos desejos.
De um lado está a lógica: o que queremos precisa respeitar as regras do que é possível.
Mas do outro lado está o sonho. Porque o futuro também obedece à ousadia do nosso querer. Os apelos do presente e os apelos do futuro estão na nossa mente, e a todo o momento medindo forças. Ponderar, calcular, comparar e eleger um amanhã é para os humanos.
Todos nós temos um passado e todos temos um futuro a zelar.
O homem é refém do tempo.
E é justamente essa percepção do tempo que torna certas escolhas tão difíceis."
(Abertura do 19º Congresso da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil e 10º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo)

Aviso aos leitores

Até agora, nenhum político de Cabreúva se manifestou no "Espaço Aberto".
Isso nos faz crer que, ou realmente não se importam com a população e não precisam dar aos leitores qualquer opinião à respeito da cidade, ou nossos políticos não tem projetos e idéias a ser apresentadas, que não seja em ano eleitoral.
Continuamos esperando...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Espaço aberto

Quero deixar um convite a todos os visitantes deste blog. A partir de agora, todos aqueles que queiram, podem utilizar o ESPAÇO ABERTO: uma coluna que publicarei com as idéias das pessoas que foram aqui citadas e quem mais queira a utilizar, para expor seus pensamentos e propostas voltadas à Cabreúva.
Para isso, basta mandar um e-mail com seu texto para rviolardi@hotmail.com
Convido todos os vereadores (Arnaldo, Mirandinha, José Gomes, Jorginho, Lurdes Santi, Henrique, Defendi, Samuel Oliveira e Célia Donato), o prefeito Cláudio Giannini, o chefe de gabinete Marcos Korola, os secretários municipais, as lideranças políticas, além de todos que se interessem por nosso município, a utilizar o Espaço Aberto.
Se vão aceitar ou não, os leitores saberão.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Blog sem comentários, não é blog.

Quando coloco uma postagem neste blog, espero a reação dos leitores.
Desde que foi criado, em janeiro deste ano de 2009, tivemos 64 comentários.
O respeito à opinião deve ser livre, desde que, quem queira fazer uso dos comentários, assine o que escreve. Isso é um princípio constitucional.
Cabreúva em foco aborda os bastidores do meio político de nossa cidade, além, é claro, de trazer artigos de colunistas que tratam do dia a dia da política nacional.
Uma linguagem séria, sem subterfúgios, que não agrada a todos, mas com a devida imparcialidade dos fatos.
Deixo, democraticamente, esse espaço aberto a quem quiser fazer uso. Não um direito de resposta, pois não é intenção deste blog ofender a quem quer que seja, mas uma forma de contrapor as idéias apresentadas por esse blogueiro.
Com essa seriedade, conquistamos o respeito das pessoas, que tem procurado aqui, a verdade que não é dita nas ruas, mas que se faz necessária nesses tempos de tantas mentiras.
Credibilidade, respeito à opinião e seriedade. Essa é a fórmula do nosso sucesso!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Infeliz cidade


Enquanto o Brasil colhe os dividendos de uma bem sucedida política econômica, que coloca o país numa posição de destaque no âmbito internacional, nossa cidade de Cabreúva sofre pela falta de planejamento e ingerência administrativa.
Cláudio Giannini cansou-se de ser prefeito e parece não encontrar em sua equipe de governo, ninguém que tenha competência suficiente para ajudá-lo na condução do futuro de Cabreúva. Parece aos olhos de todos, que eximiu-se de suas responsabilidades, entregando ao seu chefe de gabinete, Marcos Korola, as chaves da prefeitura, declarando-o seu sucessor, mesmo não tendo havido eleições que aprovem seu nome.
E diante da total incapacidade do novo alcaide nomeado, nossa Cabreúva parece ter tomado essa posição estática dos dias atuais.
Será que vamos ficar parados no tempo e espaço, deixando cidades com menos belezas naturais, menos empresas instaladas, menos população empreendedora, tomar o lugar de destaque que merecemos no cenário paulista e nacional?
Enquanto os representantes eleitos para exercer as funções de fiscalizadores dos gastos públicos, ficam se engalfinhando para saber quais deputados irão apoiar nas eleições do próximo ano, nossa cidade vai ficando para trás.
Até quando nossos políticos, eleitos ou nomeados, populares ou populistas, ficarão brincando com as reais necessidades da população?
Que esta postagem sirva a quem quiser se sentir atingido em seus brios, mesmo porque dificilmente algum político tem brios. Temos covardes que se escondem por trás de seus cargos, fazendo ameaças veladas e, muitas vezes, prejudicando pessoas que muito tem a dar por nosso município.
Políticos que se dizem defensores da população, mas que somente defendem seus próprios interesses, esses têm muitos. Defender a população? Somente de quatro em quatro anos.
Nosso povo, nossa população já se cansou.
Quando realmente a cidade terá um crescimento sustentável, uma distribuição justa da riqueza gerada pelo empreendedorismo de nossa gente? Quando poderemos sentir orgulho de nosso meio político, feito de pessoas que são comprometidas com Cabreúva e com a verdade?
Talvez demore, talvez não. Enquanto isso, o riso fácil de nossa gente, a amizade sincera do nosso povo, vai superando pouco a pouco esses breves momentos de nossa, hoje, infeliz cidade.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Movimentos pré-eleitorais ou pré-eleitoreiros?

Artigo
"De boas intenções, o ano pré-eleitoral está cheio. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, deu uma nova interpretação à Constituição e com isso as propostas de emenda à constituição (PECs), os projetos de lei complementar, as resoluções e os decretos legislativos podem ser votados em sessões extraordinárias mesmo que a pauta das sessões ordinárias esteja trancada por medidas provisórias (MPs). Antes a MP era um empecilho à votação de outros projetos e agora o caminho está livre com essa porta aberta ao livre trânsito de proposições. 
Após essa abertura temos visto aprovações em série de projetos que estão beneficiando diversos grupos de interesse, de forte mobilização, exercendo pressões a fim de verem suas causas abraçadas. São propostas que, se ainda não foram aprovadas em Plenário, estão caminhando bem nas comissões e conquistando a cada dia mais espaço. Os exemplos são muitos como as propostas de redução de jornada de trabalho, a PEC dos cartórios, equiparações salariais de profissionais de diversas categorias e tantos outros projetos. 
A PEC 471/05 dos serviços notariais, por exemplo, eleva à condição de titulares os atuais substitutos ou responsáveis por cartórios de notas ou de registros. Terão direito à efetivação os substitutos que estejam à frente do cartório há pelo menos cinco anos ininterruptos ou que tenham assumido os cargos antes de 20 de novembro de 1994. A Constituição de 1988 exige que as vagas de tabelião e oficial de registro sejam preenchidas por concurso em caso de vacância. Porém, os Tribunais de Justiça muitas vezes não fizeram os concursos nos prazos estipulados e por causa disso muitos cartórios estão há anos sem titular. 
Os presidentes de tribunais que não abrirem concurso em seis meses cometerão improbidade administrativa. Assim, o projeto fica a bom termo tanto para substitutos que estão há anos na função quanto aos pleiteantes por vagas por meio de concurso. Só para registrar, o Estado de São Paulo e o Distrito Federal já se adequaram anteriormente a estas condições e a PEC, nesses dois territórios, terá um impacto muito pequeno. 
O último episódio mais marcante foi a PEC dos vereadores que, atendendo a uma reivindicação de milhares de suplentes, foi aprovada, aumentando o número de representantes nas Câmaras Municipais. Os legislativos municipais ganharam mais sete mil vereadores. A vantagem desse projeto é que determina a redução de repasses de recursos para os legislativos municipais. Se for colocada em prática, a iniciativa é uma boa notícia para cortar um pouco de gasto público. 
É de inteira responsabilidade da Presidência da Câmara dos Deputados pautar os projetos que posteriormente são encaminhados às votações. Acreditamos que trazer às sessões assuntos tão sensíveis e polêmicos nesse ambiente pré-eleitoral não é oportuno. Não deveriam ser colocados em discussão nesse momento em que o poder de pressão é forte. Esperamos que os objetivos destas votações atendam aos interesses da sociedade e não à aspirações que possam estar extrapolando os limites da Presidência da Casa. Não é justo nem democrático que setores do Congresso se transformem em um balcão exposto a todo tipo de pressão e benevolência para contribuir com objetivos obscuros.
Sem troca de favores a democracia não tem nada a perder. Nem a temer. "
Guilherme Campos
Deputado federal (DEM-SP)
e-mail: dep.guilhermecampos@camara.gov.br


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Opinião dos Líderes

O Brasil para os nossos filhos e netos.
"Sempre me questiono se deixarei para meus filhos e netos um País melhor do que aquele que recebi de meus pais. Receio que, em alguns aspectos, isso não vá ocorrer. É verdade que registramos melhorias nas condições de vida da população brasileira nos últimos anos, mas também vemos a degradação de instituições importantes, como a política, em função dos diversos casos de corrupção que vivenciamos, ou a educação, com uma qualidade de ensino insuficiente para os desafios que temos de enfrentar em um mundo globalizado.
Isso ocorre porque não temos cumprido os deveres que cabem a cada um de nós como cidadãos. Todos nós temos três tipos de responsabilidade. A primeira é a profissional, pela qual temos de exercer nosso trabalho com qualidade e seriedade. A segunda é a responsabilidade de atuar solidariamente em nossa comunidade, procurando desenvolver atividades que ajudem a atender suas necessidades, de forma voluntária.
A última e mais importante é a nossa responsabilidade institucional com o País, ou seja, é a nossa contribuição para que a construção de um Brasil melhor, conceito que abrange, inclusive, nossas atividades do dia a dia. A soma das condutas de todos nós determina o futuro do País.
Portanto, a ação de cada um é essencial para que possamos resolver o atraso institucional que ainda persiste no Brasil. Muitos líderes não têm cumprido suas responsabilidades institucionais, embora devessem estar à frente do processo. Predomina o interesse individual e somente uma pequena parcela deles consegue olhar o País como um todo e ter a real visão sobre o que precisa ser feito.
Para que isso mude é preciso um entendimento entre as principais lideranças políticas, acadêmicas, empresariais, sindicais e sociais. Esses grupos precisam realmente debater e definir uma visão estratégica para o Brasil. Os governantes, por exemplo, precisam alterar sua visão patrimonialista, por meio da qual a sociedade trabalha para servir o Poder Público.
Os congressistas, por sua vez, devem olhar menos para interesses individuais e corporativos e mais para os problemas na Nação. O empresariado, que normalmente tem uma postura individualista, precisa buscar uma maior integração com o setor público, de forma que o crescimento econômico alcance as taxas necessárias para a inclusão de mais pessoas no mercado de trabalho.
Além disso, universidades e setor privado precisam encontrar soluções para que as inovações científicas sejam mais bem aproveitadas em benefício de todos. A ciência deve ser orientada para a promoção do desenvolvimento econômico e social, e não apenas como um fim em si mesmo.
Já as lideranças sindicais precisam ampliar o debate sobre pontos cruciais do mercado de trabalho, como os elevados níveis de informalidade vigentes no País e não incluir novos entraves ao processo, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Se cada indivíduo orientar seu comportamento tendo em mente suas responsabilidades com o País, tanto nas grandes decisões quanto nas pequenas atividades, poderemos ter uma mudança real no Brasil, gerando mais renda e empregos. Essa é uma tarefa de todos. É preciso, portanto, que cada um pergunte a si mesmo qual é o País que quer deixar para o futuro e o que está fazendo para obtê-lo. Se trabalharmos juntos, cumprindo nossas responsabilidades, podemos alcançar esse objetivo."
Jorge Gerdau Johannpeter Empresário, Presidente do Conselho de Administração da Gerdau
Artigo originalmente publicado no jornal Zero Hora